26/08/2019 - 07:21

Paraíba ocupa 13º lugar na geração de energia solar e frente parlamentar vai debater mais investimentos para setor



Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) mostram que a Paraíba se encontra em 13º lugar no País como Estado que mais gera energia por meio do sol na geração distribuída, ficando no meio do caminho entre os estados que estão mais e menos avançados no setor. Com base no levantamento, o deputado estadual e presidente da Frente Parlamentar de Biocombustíveis e Energias Renováveis na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Tovar Correia Lima (PSDB), defende mais investimentos no setor como forma de tornar a Paraíba autosustentável energicamente e vai realizar uma reunião para debater incentivos para o setor.
“Temos um grande potencial sendo um dos estados brasileiros com melhores recursos solar. Chegou a hora de discutir junto com o Governo do Estado, setor privado, academia e sociedade, ações, políticas de incentivo, propostas e medidas que podem ser implementadas para que a Paraíba ganhe atratividade para o desenvolvimento de projetos de energias renováveis, o que garante também a geração de emprego e renda”, destacou o deputado.
Hoje a Paraíba tem 20,3 megawatts operacionais em geração distribuída solar e fotovoltaica, o que representa mais de R$ 120 milhões de investimentos que foram feitos pelo setor e pelos consumidores.
Em relação às usinas de grande porte, a Paraíba está em sétimo lugar e 135 megawatts já contratados, com uma parcela disto já operando e outra em construção. Isso representa aproximadamente R$ 660 milhões de investimentos que o setor trará, até que esses projetos estejam todos em operação. Somando com a geração distribuída são R$ 78 milhões em investimentos que o setor trouxe ao Estado.
Frente Parlamentar – O deputado disse que a missão da Frente vem sendo a de discutir os problemas existentes, traçar soluções, debater e formular políticas públicas, além de revisar as leis existentes sobre o tema, criando uma legislação unificada, moderna e eficiente.
“Essas fontes de energias limpas são economicamente viáveis e carregam a grande vantagem de colaborar com a preservação do meio ambiente, gerando emprego, renda e sustentabilidade. Temos inúmeras pesquisas, temos muitos estudos, não nos faltam matérias primas, mas precisamos de vontade política, organização e mais consciência ecológica”, afirmou o deputado.