22/01/2019 - 15:24

Gabinete de Flávio Bolsonaro empregou mãe de PM suspeito de comandar milícia no Rio



O deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) empregou em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a mãe do capitão da Polícia Militar Adriano Magalhães da Nóbrega, alvo de um mandado de prisão acusado de comandar uma milícia no Estado.
Em nota, o filho do presidente Jair Bolsonaro disse que Raimunda Veras Magalhães, mãe do capitão da PM, foi contratada por indicação de Fabrício Queiroz, investigado criminalmente pelo Ministério Público Estadual após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentações atípicas do ex-assessor de Flávio. Raimunda aparece no relatório do Coaf por ter repassado R$ 4.600,00 para a conta de Queiroz.
Uma força tarefa da Polícia Civil do Rio e do Ministério Público do Estado cumpre desde o início da manhã desta terça, 22, 13 mandados de prisão contra apontados por prática de milícia que atuam na zona oeste do Rio. Eles são acusados de grilagem, construção, venda e locação ilegais de imóveis, receptação de carga roubada e extorsãO deputado estadual e agora senador eleito homenageou Nóbrega - que está foragido - e outro PM (o major Ronald Paulo Alves Pereira) que estão entre os 13 alvos da Operação Intocáveis.  Eles receberam, em 2003 e 2004, na Assembleia Legislativa do Rio, por indicação de Flávio, respectivamente, a Medalha Tiradentes - maior honraria do Estado - e uma menção honrosa, com elogios à sua atuação como policiais.
Segundo o jornal O Globo, o gabinete de Flávio Bolsonaro empregou também Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega,  mulher do capitão da PM. A Assembleia do Rio informou que a mãe do capitão da PM trabalhou no gabinete de Flávio de 11 de maio de 2016 até 14 de maio de 2018. Danielle, por sua vez, foi nomeada em 6 de setembro de 2007 e exonerada e 14 de novembro de 2018. Ambas pertenciam à categoria CCDAL-5 (com salário de R$ 6.490,35).
Em nota oficial, Flávio Bolsonaro afirmou que “continua sendo vítima de uma campanha difamatória com objetivo de atingir o governo de Jair Bolsonaro” e responsabilizou o ex-assessor pela contratação de uma das funcionárias.
Folha de São Paulo