13/10/2019 - 17:47

O descaso é uma mancha muito difícil de ser apagada


De repente, algumas praias do litoral nordestino foram tomadas por um óleo que vem tirando, além do sossego de ambientalistas e  da sociedade de um modo geral, a vida de muitos animais marinhos. Nem mesmo alguns rios ficaram ilesos desse crime ambiental. Pior que o dano csisado pelo óleo ( petróleo) é falta de vontade de querer evitar que o impacto seja ainda maior. Vejo e sinto pouco disposição por parte de algumas "autoridades" para resolver o problema.
O governo federal fica tagarelando com insinuações de que o dano foi provocado por por agentes de ideologia política diferente da sua e não aponta para a busca de uma solução que é o que mais importa neste momento. Encontrar o.culpado ou os culpados tem que ser algo paralelo às medidas para reverter o dano causado ao meio ambiente. 
Aliás, foi assim com relação as queimadas na região amazônica. O presidente Jair Bolsonaro e seus auxiliares não pararam de falar e de culpar determinadas pessoas e segmentos enquanto as chamas incontroladas e impiedosas consumiam tudo pela frente.
Com o descaso sendo protagonista entre quem, de fato, pode fazer alguma coisa para minimizar um pouco o impacto que o vazamento do óleo provocou na nossa coata, a mancha vai segundo livremente pelas ondas dos mares e levando mais destruição oceano afora. Lamentamos muito que isso esteja acontecendo. Não são apenas as águas que estão manchadas com o óleo negro. É a nossa vida que fica também manchada e marcada por uma inconsequente falta de sensibilidade de um governante que em vez de combater uma violência à natureza prefere atribuir o fato a uma ideologia política.
Não interessa saber se o responsável ou os responsáveis são de esquerda ou de direita. Seja quem for merece uma punição maior que o dano causado. Quem fez isso, de maneira intencional ou não,  não pode ficar impune. A natureza foi ferida de morte. Uma punição exemplar é o mínimo que pode ser feito para diminuir o tamanho dessa mancha que muito nos entristece.