05/10/2016 - 18:29

Coisas da Paraíba


Na Paraíba, as eleições 2016 terminaram no último domingo (02). João Pessoa e Campina Grande, únicas cidades do estado que poderiam levar o pleito para uma decisão em dois turnos, resolveram abreviar o processo eleitoral reelegendo seus atuais gestores de uma só vez.
Agora, todas as atenções estão sendo direcionadas para um outro processo de campanha. Refiro-me a eleição para as mesas diretoras das Câmaras nos 223 municípios paraibanos. Os agentes políticos garantem que esse não é o momento para se debater esse assunto. Porém, nos bastidores, não fazem outra coisa a não ser articular no sentido de juntar as forças necessárias para o embate.
Claro que tudo se volta com mais força para os dois maiores colégios eleitorais da Paraíba: João Pessoa e Campina Grande. Esses dois centros dão as diretrizes para as disputas eleitorais para a Assembleia Legislativa, Câmara Federal, Senado da República e, claro, para a principal cadeira no Palácio da Redenção.
E por falar em Palácio da Redenção, não é que já se especula uma chapa para disputar a sucessão do governador Ricardo Coutinho (PSB). Segundo dizem , a composição é a seguinte: o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) para o cargo de governador, o prefeito Romero Rodrigues (PSDB) disputando a vice-governadoria, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e o senador Raimundo Lira (PMDB) na disputa pelas duas vagas para o Senado.
Enquanto o palanque eleitoral não se desarma, as questões de natureza administrativa ficam relegadas a um plano que pouco interessa a maioria do povo paraibano. A estiagem, por exemplo, é uma delas. Como se observa a sede de se chegar ao poder sobrepõe a necessidade mais premente que é “matar” a sede de água de quase toda a totalidade dos paraibanos.
Não tem como unir a classe política estadual em torno dessas causas nobres com um palanque eleitoral permanente. Isso é óbvio. E quem sai perdendo com tudo isso é quem mais precisa.