01/06/2014 - 13:16

Briga nas oligarquias



Na reta final para a definição das candidaturas que disputarão os votos dos paraibanos nas eleições de outubro próximo está surgindo um fato que tem merecido uma análise mais aprofundada dos que se habilitam na cobertura jornalística da atividade política, que envolve duas das principais oligarquias que se revesam no exercício do poder na Paraíba há mais de 20 anos - as famílias Maranhão e Cunha Lima. Isso demonstra que para assegurar a permanência no topo do poder não há limites.

 

Em busca do poder pelo poder, ver-se a digladiação entre membros da mesma família, com ofensas àqueles que por bastante tempo exerceram o protagonismo político no Estado e que foram patrocinadores de mandatos destes, que hoje se julgam no direito de disputar espaço com quem os criou - é o caso, por exemplo, do deputado Benjamim Maranhão, sobrinho do ex-governador José Maranhão que, por duas vezes, bancou sua eleição para a Câmara dos Deputados, e que agora se insurge contra o tio não somente disputando o mesmo cargo, mas principalmente afrontando a liderança do ex-governador por três mandatos ao se aliar ao grupo político comandado no estado pelo atual senador Cássio Cunha Lima, que concorrerá a um terceiro mandato de governador.



Não bastasse o rompimento político do seu sobrinho Benjamim, o cacique peemedebista José Maranhão ainda viu escapar de suas mãos o "controle" de uma importante Prefeitura - a de Araruna -, que é administrada por Wilma Maranhão, sua irmã  e mãe do deputado Benjamim, que assim como o filho se bandeou para os braços de Cássio Cunha Lima.

 

Fato semelhante ocorre com a família Cunha Lima, que tendo a sua maior liderança política na pessoa do senador Cássio, concorrendo ao cargo de governador para mais um mandato, que viu um de seus expoentes, o empresário Renato Cunha Lima, que vem a ser irmão do poeta Ronaldo, hipotecar apoio à pretensão do atual governador Ricardo Coutinho no seu projeto de permanecer por mais quatro anos no comando da administração estadual, em contraponto à liderança de seu sobrinho.



Não se sabe ao certo o que move esses dissidentes a empreenderem carreira solo - no caso do deputado Benjamim -, e no caso de Renato deixar de seguir a orientação política de seu sobrinho ilustre, havendo quem acredite, inclusive, numa "solução arrumada" para garantir a permanência dessas famílias em postos de comando no Estado. Se esse rompimento é ou não pra valer vamos deixar com a história.