08/03/2020 - 20:25

PT cobra silêncio de Maia e Alcolumbre sobre declaração de Bolsonaro



A presidente do Partido dos Trabalhadores, deputada Gleisi Hoffmann, cobrou em seu Twitter nesse domingo (8.mar.2020) 1 posicionamento dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sobre a convocação feita por Jair Bolsonaro para que apoiadores vão aos protestos em 15 de março.


“Cada vez mais descarada a provocação de Bolsonaro contra as instituições da democracia. Até quando Maia e Alcolumbre vão se calar? Até o próximo acordão?”, escreveu.


O presidente Jair Bolsonaro pediu que apoiadores comparecessem aos protestos do dia 15 de março em vídeo postado no seu Facebook no sábado (7.mar.2020). Na gravação, discursa para pessoas em galpão em Boa Vista, Roraima, uma escala de sua viagem até os Estados Unidos. Ele ressalta, contudo, que não é 1 movimento contra outros Poderes depois de atrito com o Congresso.


Ele disse ainda que os políticos não devem ter medo de movimentos de rua. Ele disse que há pessoas na administração pública que não pensam em nada além de si, citando já ter levado “facada no pescoço” até mesmo dentro do próprio gabinete.


Antigo aliado de Bolsonaro, o senador Major Olímpio (PSL-SP) disse que a interpretação “da maioria” dos congressistas é de que “Bolsonaro assumiu que vai para o pau contra o Congresso”. Como consequência, apontou ele, “certeza de muita confusão e trancamento das pautas”.


O líder do PT na Câmara, deputado Ênio Verri (PR), afirmou ao Poder360 que o presidente tenta desviar o debate sobre a Economia em seu governo.
“É muita coincidência o presidente Bolsonaro 1º dizer que não tem nenhum envolvimento com a manifestação de 15 de março e, depois que sai o resultado do PIB [Produto Interno Bruto], começa a fazer movimentos para que o debate sobre a política econômica seja desviado”, afirmou.


Maia, Alcolumbre e o presidente do STF, Dias Toffoli, contudo, não se posicionaram oficialmente até o momento sobre as falas de Bolsonaro. A cautela foi tomada depois de declarações do presidente da Câmara na 6ª feira (6.mar) sobre fake news produzida pelo “entorno do governo”. Na avaliação de congressistas, a declaração de Bolsonaro no sábado foi uma reação a Maia.


MSN