08/10/2019 - 12:39

Inspirado pelo pai, Lazaroni ganha nova chance à frente do Botafogo



Nesta quarta-feira, às 19h15, Bruno Lazaroni terá sua segunda chance no comando do Botafogo. O auxiliar técnico de 39 anos assume o time de forma interina diante do Goiás e, mais uma vez, terá a missão de iniciar uma recuperação após sequência negativa. O desempenho da equipe e o resultado podem até torná-lo o próximo técnico alvinegro.
Na primeira oportunidade, em 8 de abril de 2018, Lazaroni entrou no Nilton Santos sabendo que a partida contra o Santos seria a única à frente do Botafogo. Zé Ricardo havia sido anunciado como novo técnico momentos antes do empate em 0 a 0. Agora, a história é outra.
Ainda que pequenas, há chances de o interino ser efetivado após o jogo desta quarta. Mas a permanência de Bruno Lazaroni no comando do Glorioso depende do comportamento do time contra o Esmeraldino. Só uma vitória acompanhada de uma atuação convincente pode prolongar seu tempo como treinador.
No dia após a queda de Eduardo Barroca, o auxiliar se reuniu com Anderson Barros e Flávio Tenius, preparador de goleiros, no Nilton Santos a fim de planejarem o jogo contra o Goiás. Uma possível efetivação não foi debatida, e Bruno não faz planos. O pensamento no momento é ajudar o Botafogo a sair dessa situação.
Bruno Lazaroni chegou ao Botafogo em 2014 para ser técnico da categoria sub-13. Após um período no Catar, onde auxiliou o pai, voltou para assumir a coordenação técnica de todas as categorias inferiores à sub-15, função que exerceu até fevereiro de 2017, quando passou a ser gerente geral da base até o fim daquele ano.
O desejo em direcionar sua carreira para o cargo de treinador o levou a ser auxiliar permanente do time principal no início de 2018. Desde então, trabalhou com Felipe Conceição, Alberto Valentim, Marcos Paquetá, Zé Ricardo e Eduardo Barroca.
Pai como influência
Bruno é filho de Sebastião Lazaroni, técnico do Brasil na Copa de 1990. O pai também iniciou a carreira nas categorias de base, mas do Flamengo. Depois de um período como treinador nos Emirados Árabes, voltou ao Rubro-Negro, onde foi preparador físico, técnico interino, supervisor do departamento de futebol e técnico da equipe principal.
No Rio de Janeiro, Sebastião treinou ainda o Vasco e o próprio Botafogo, no início dos anos 2000. Seu último trabalho foi no Catar, onde comandou a seleção.
No período em que o pai comandava o Botafogo, Bruno iniciava sua carreira como meio-campista no Bangu. Como jogador profissional, teve passagens ainda por Vasco, América-RJ e clubes da Suíça, Portugal e Arábia Saudita.
Desde que deixou os gramados, em 2012, Bruno quis seguir trabalhando com futebol. Tendo o pai como referência na carreira e com apenas três dias para planejar o próximo compromisso do Botafogo, o interino cumprirá mais uma etapa nesta quarta. Na primeira oportunidade, há mais de um ano, dedicou o momento a Sebastião:
– Sensação única, porque tive um pai treinador e um baita treinador. Ele estava aqui e acho que ficou orgulhoso. Pretensão eu tenho, mas acho que não é o momento. Eu não tenho pressa. Sempre levei minha vida assim – afirmou em 8 de abril após comandar o Botafogo no empate com o Santos.
Ainda sem pressa, mas com muita vontade e disposição, Bruno aos poucos abre caminhos para o sonho de seguir os passos do pai se tornar real.
Globo Esporte