21/02/2020 - 15:31

Com salário de R$ 42 mil, subprocurador reclama de remuneração: "já não chega ao final do mês"



O subprocurador Nívio de Freitas Silva Filho se queixou diretamente a Augusto Aras, procurador-geral da República, de sua remuneração. Ele se disse “muito preocupado” em ter condições para seguir no cargo.
O que chama a atenção é que sua remuneração mensal, em valor bruto, é de R$ 42,2 mil. Em janeiro, com gratificação natalina, o montante chegou a R$ 74,9 mil. As informações são do jornalista Guilherme Amado, em seu blog, na Época.
A queixa do subprocurador foi realizada durante uma reunião extraordinária do Conselho Superior do Ministério Público Federal em 29 novembro.
"Está nos afligindo, está muito difícil, os vencimentos já não chegam ao final do mês. É uma situação aflitiva. Há uma quebra de paridade. Confesso que estou ficando muito preocupado se tenho condições de me manter no exercício da minha função. Facilmente posso demonstrar para todos como é oneroso para mim o exercício do cargo de subprocurador-geral da República. Tenho que manter aqui residência, todas as despesas e me preocupo profundamente", disse o subprocurador.
Após Augusto Aras abrir o encontro, Silva Filho tomou a palavra e reiterou sua aflição.
"A questão da paridade é uma questão que realmente está nos afligindo pessoalmente muito intensamente. É a questão da regulamentação do auxílio-moradia para nós, subprocuradores-gerais da República. A questão realmente não é de acréscimo, é de recomposição, de auxiliar nos custos, porque é excessivamente oneroso o exercício da função", continuou Nívio de Freitas Silva Filho.
O subprocurador se candidatou à lista tríplice para ser procurador-geral da República. Atualmente, ele se encontra na 4ª Câmara de Coordenação e Cooperação do MPF, que cuida de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural.

 
Fonte: Da internet