13/12/2019 - 11:40

Caixa estuda rever juros de contratos habitacionais antigos



Presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou, nesta quinta-feira (12/12/2019), que o banco poderá rever os atuais contratos habitacionais para permitir que mutuários – pessoas que recebem empréstimo para adquirir bens – antigos se beneficiem das reduções nas taxas de juros cobradas hoje nos financiamentos.
“Nós estamos estudando [a revisão dos contratos]. Nós oferecemos para clientes de outros bancos e estamos, neste momento, estudando essa oferta para clientes da Caixa que já tenham crédito imobiliário“, afirmou.
De acordo com a instituição, atualmente, a taxa do crédito imobiliário para novos mutuários é de 6,75% ao ano mais taxa referencial (TR, zerada desde 2018). A partir da próxima segunda-feira (16/12/2019), esse índice cairá para 6,5% ao ano mais TR. A queda será de 0,25 ponto percentual.
O presidente da Associação dos Mutuários e Consumidores de Imóveis (Asmut), Hebert Tavares, 53 anos, faz um comparativo do financiamento de um antigo cliente, com a taxa de juros que, em média, chega a 12%.
Assume-se que em um financiamento de R$ 300 mil a ser pago durante 300 meses, com 12% de juros ao ano, a prestação base sairia por R$ 3.159,67; e, ao fim dos 25 anos, seria pago o valor base de R$ 947.901,00.
Se a taxa para antigos mutuários caísse para os 6,5%, agora oferecidos aos novos contratantes de financiamento, a prestação base cairia para R$ 2.025,62, e em 300 meses o valor total do custo base ficaria em R$ 607.686,00, gerando uma economia de R$ 340.215.
Para Tavares, existe um desalinho nos contratos que gera lucro maior do que o esperado para os agentes financiadores (bancos), e a diminuição dessa taxa de juros vai beneficiar pessoas que tentam quitar suas dívidas. “Se você reduz 1% que seja do valor dos juros, a prestação do mutuário pode cair de 5% a 8%, dependendo do prazo do financiamento”, destacou.
Tavares enfatiza a importância da mudança. “Já que houve mudança nas regras da caderneta de poupança, nada mais justo do que ajustar e mudar as regras de financiamento. Trabalho de gente honesta”, completou.
Metrópoles