12/09/2018 - 18:40

Bolsonaro tem alimentação oral suspensa após distensão, diz hospital



Boletim médico divulgado na manhã desta quarta-feira (12) pela equipe médica do hospital Albert Einstein informou que o candidato JairBolsonaro (PSL) teve a alimentação oral suspensa momentaneamente devido ao surgimento de uma distensão abdominal. 
Segundo o hospital, essa distensão é um inchaço no abdômen, que ocorre pelo acúmulo do ar. Trata-se de uma consequência de uma pequena redução nos movimentos do intestino.
Ele voltou a ter alimentação parenteral (endovenosa) até uma próxima avaliação, segundo o hospital. Ou seja, vai se alimentar pela veia. "O estado de saúde do paciente continua estável, sem febre ou outros sinais de infecção", aponta o boletim.
Ainda segundo o hospital, os exames laboratoriais permanecem estáveis. O boletim é assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo, Leandro Echenique e Miguel Cendoroglo.
Desde ontem, Bolsonaro deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), passando para uma unidade de cuidados semi-intensivos. Ele havia voltado a se alimentar por via oral. A primeira refeição dele, após o ataque a facada que sofreu, na quinta-feira (6), foi um pão e um suco.
Segundo uma fonte que estava no hospital pela manhã, Bolsonaro sentiu "muita dor e náusea" durante a madrugada, além de se incomodar com um refluxo. Ele tem falado pouco.
Visita de ministro
O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Sérgio Etchegoyen, fez uma visita discreta ao candidato. Representando o presidente Michel Temer, o ministro levou solidariedade do governo ao candidato.
Etchegoyen evitou contato com a imprensa e acessou a área do hospital por uma entrada alternativa. A reportagem questionou o Albert Einstein sobre a visita, quanto tempo durou e que horas o ministro havia ido embora, mas a única informação passada foi de que o encontro foi breve.
Bolsonaro está no hospital em São Paulo desde sexta-feira (7), um dia depois de ter sido submetido a uma cirurgia na Santa Casa de Juiz de Fora (MG), cidade em que foi esfaqueado.
O candidato deve fazer uma nova cirurgia considerada de grande porte, ainda sem data para ser realizada. A necessidade de um novo procedimento cirúrgico já tinha sido anunciada na última quinta-feira (6), quando o candidato passou pelos primeiros procedimentos em Minas Gerais. O objetivo é reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia acoplada provisoriamente ao corpo de Bolsonaro.
UOL