11/10/2018 - 17:54

Bolsonaro anuncia nomes de três ministros em eventual governo



O candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro, ao lado de parlamentares que o apoiam, como o filho, Flávio Bolsonaro, o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) e a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-PR).  Ele afirmou que Onyx Lorenzoni (DEM) seria o chefe da Casa Civil, general Augusto Heleno para a Defesa e o economista Paulo Guedes para a Economia.
Em sua primeira entrevista após o primeiro turno, ele iniciou o discurso agradecendo a Deus por sobreviver ao atentado de Juiz de Fora, onde recebeu uma facada. O candidato à vice-presidência, general Hamilton Mourão, e o assessor econômico Paulo Guedes não participaram da coletiva, que aconteceu em menos de meia hora numa sala reservada do hotel Windsor Barra, na zona oeste do Rio. Em entrevista recente, o presidenciável afirmou que evitará que os dois tenham contato com a imprensa, por não terem "traquejo". No mesmo local, acontece um encontro de Bolsonaro com os seus apoiadores.
Por cerca de 15 minutos, Bolsonaro falou abertamente, em seguida, permitiu que a imprensa fizesse algumas poucas perguntas. Apesar do grande número de representantes da imprensa presentes, para poucos foi dada oportunidade de questionar o candidato. A primeira inscrita da imprensa nacional, uma repórter da Folha de S. Paulo foi vaiada e hostilizada por apoiadores de Bolsonaro que cercaram a imprensa durante a coletiva. Foi preciso que o presidente do PSL, Gustavo Bibiano, pedisse respeito à imprensa, para que se calassem e permitissem que a repórter fizesse sua pergunta.
"Valorizaremos a família e vamos fazer negócio com o mundo todo sem viés ideológico. Vamos jogar pesado na questão de segurança. Garantiremos sim a liberdade de imprensa, não tem aquela história de controle social. Vamos garantir o legítimo direito à defesa do cidadão. Falta pouco para começarmos a mudar o nosso Brasil", discursou Bolsonaro.   Estadão