Joo Pessoa, 17 de Julho 2018

Colunista

Judivan Gomes

Jornalista, formado pela UFPB. Comentarista Repórter do Programa Tony Show da rádio 100.5 a FM Líder.

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Entramos no ano eleitoral

Já estamos no ano eleitoral. De hoje a exatamente um ano iremos as urnas para escolhermos o presidente da República, o governador, o senador e os deputados federal e estadual. A partir de agora, todo o tempo será acompanhado pelos que pretendem disputar mandatos no pleito de 2014.

Seria muito importante também que o eleitorado começasse a acompanhar com maior atenção os passos daqueles que postulam disputar os nossos votos no processo eleitoral que se avizinha. O eleitor paraibano precisa ficar bem atento ao que chamamos de paraquedistas eleitorais, ou seja, aqueles candidatos que não têm nenhuma vinculação com o nosso estado e se filiam a um partido político para conquistar um mandato e depois virar as costas para a nossa gente.

Entre os que desejam se apresentar aos nossos incautos eleitores são: o apresentador Richard Rasmussen (PV), o cantor evangélico Marcos Antonio (PTN), o nadador Kaio Márcio (PEN) e o secretário de Comunicação do estado de Pernambuco Evaldo Costa (PSB). Até lá, devem surgir mais alguns outros que acreditam que a Paraíba é terra de ninguém.

Mas, não é somente neste aspecto que devemos nos preocupar. O eleitor da Paraíba também deve ficar com os olhos bem abertos para os “filhinhos de papai” que, de repente, resolvem “brincar” de ser político sem qualquer identidade com a atividade. A maioria deles não dirigiu, sequer, um centro acadêmico. Já chega de um Efraim Filho (DEM), Wilson Filho (PTB) e Hugo Mota (PMDB). Todos estes foram eleitos para um mandato de deputado federal com o capital eleitoral dos seus respectivos pais.

Agora, é o filho mais novo do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), Pedro Cunha Lima (PSDB), que deseja uma das 12 cadeiras na Câmara Federal e, ainda, com o objetivo de ser o mais votado. Ele (Pedro) se encontra em Portugal fazendo o seu mestrado e deve aportar por aqui às vésperas das convenções eleitorais. Ao lado de Pedro deve existir, certamente, um elenco de jovens com as mesmas pretensões.

Parece, na verdade, aquele velho sistema de capitanias hereditárias que surgiu durante o período colonial em que as terras doadas pelo Governo Central eram repassadas de pais para os filhos. Isso não pode mais continuar a existir. A política é uma ciência e precisa ser tratada com respeito. A política deve ser exercida por quem gosta e tem vocação para levar o bem comum à coletividade.

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