Joo Pessoa, 23 de Janeiro 2018

Colunista

Judivan Gomes

Jornalista, formado pela UFPB. Comentarista Repórter do Programa Tony Show da rádio 100.5 a FM Líder.

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A história sempre se repete

Passam os anos e a história é praticamente a mesma. Referimo-me aos problemas que muitas famílias da cidade de João Pessoa enfrentam durante o período chuvoso. Não tem como negar que a capital paraibana não está preparada para receber volume de água seja em que for o percentual. A falta de um planejamento é tão cristalino como as gotas de águas que caem  do céu. Se a cidade tivesse recebido uma boa infra-estrutura os impactos provocados pelos altos índices pluviométricos seriam bem menores.

É muito triste saber que somos um país tão rico e que temos um exército de pessoas vivendo em situações tão pobres. E mais triste, ainda, é saber que no próximo ano a maioria dessas pessoas vai estar frente a frente com a mesma problemática. É de ficar com o coração apertado vendo o pouco que algumas famílias conseguiram amealhar durante todo um ano de muito trabalho sendo destruído em alguns dias de chuvas torrenciais.

A água que deveria inundar essas pessoas de sonhos acaba por provocar um efeito contrário. São muitos sonhos levados barreira abaixo e rio abaixo. Mas, sabemos que a culpa não é da água. Ela apenas busca por espaços que deveriam estar livres para abrigá-la.  E como diz a física: dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo. Neste caso, até percebo que existe um desafio a essa lei da física porque estamos vendo estes corpos se misturando em virtude da grande maioria não dispor de uma outra alternativa e deixar aquele local para quem é de direito.

É desafio muito doloroso. Parece que somente não consegue enchergar são as autoridades que garantem que estão fazendo a sua parte e que a natureza é que resolveu exagerar na dosagem com precipitações pluviométricas acima do que a cidade consegue suportar. Tudo bem. Seria assim mesmo, se as galerias pulviais estivessem todas desobstruídas, se a cidade tivese um serviço de drenagem para o escoamento da água, se os rios não estivessem assoriados e construções não tivessem sido erguidas em seus leitos; além das construções levantadas em barreiras e barrancos.

O que ocorre é que as autoridades encarregadas de cuidarem do bem estar dos cidadaõs somente olham em vez de enchergá-los. E, assim sendo, os clamores por melhorias são completamente ignorados e todo o caldeirão de problemas vai se avolumando e ganhando proporções de cronicidade o que faz a situação ficar ainda mais preocupante.   

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