Joo Pessoa, 23 de Janeiro 2018

Colunista

Judivan Gomes

Jornalista, formado pela UFPB. Comentarista Repórter do Programa Tony Show da rádio 100.5 a FM Líder.

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A pior das democracias ainda é melhor que a ditadura

Considero que o maior castigo que  se pode aplicar a  uma  pessoa  é tirar-lhe a liberdade. Seja ela de expressão ou de locomoção. O Brasil vive uma crise política sem precedentes. Penso que ninguém pode negar esse fato porque ele  salta aos nossos olhos. Essa situação  tem feito com que alguns levantem a voz e bradem pela a volta do regime de  excessão  no nosso país.

Quero  dizer que isso é democrático.  Portanto, qualquer um  tem  o direito de reivindicar pelo regime político que achar conveniente. Agora, acredito que precisamos colocar um fim nos maus políticos. Quem faz da  política um instrumento para a prática de atos criminosos tem que ser banido dela. 

Acabar com a democracia é jogar  no lixo uma das maiores conquistas da  humanidade.  É um retrocesso enorme.  É  dar,  não somente  um passo para  trás,  mas,  vários. É criminalizar quem não deve. Não  é  a  democracia  a  responsável pela corrupção brasileira. São pessoas  que  se  arvoram democráticas e paladinas da  pátria que praticam as   barbáries  que conhecemos. São  essas figuras  danosas  que devem ser expurgadas  definitivamente da  política.    

Aos incaltos, peço  mais cuidado, mais cautela e  até mais leitura mesmo  para  que  num impulso repentino não  soltem suas vozes e  mais tarde tenham o direito de falar cassado  porque  é isso  que  acontece em  regime ditatorial. Não  é  hora  de  pensarmos  em  totalitarismo. É chegado o momento  de  salvarmos  a política  e não  de criminalizá-la.  E é através do  voto livre e  consciente que  podemos  fazer  isso.  

As urnas são os melhores ambientes para  que as indignações possam ser manifestadas. É  nesse campo  que  precisamos pautar o debate. Vamos  fortalecer a democracia.  Vamos fortalecer o povo  e  não o político. O empoderamento popular brasileiro é o que  precisa  ganhar vez  e voz. Abaixo  a  ditadura.  Abaixo  a  repressão.                                                                     

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