Joo Pessoa, 23 de Janeiro 2018

Colunista

Judivan Gomes

Jornalista, formado pela UFPB. Comentarista Repórter do Programa Tony Show da rádio 100.5 a FM Líder.

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A volta da CPMF

Só bastou passar a eleição para o Governo Central e os governadores eleitos e reeleitos colocarem em discussão o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O objetivo, segundo eles, é arrecadar recursos para serem aplicados em melhorias na área da saúde. O mesmo argumento apresentado pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) e sendo acatado, de prontidão, pela maioria dos congressistas naquela época.  

Uma verdadeira fábula de dinheiro foi arrecadada durante o tempo em que o imposto esteve em vigência. Mas, mesmo assim, os problemas foram se avolumando cada vez mais porque quase nada do que foi recolhido se destinou ao setor da saúde que continuou ainda mais doente, e que se perduram até os dias atuais. Enquanto isso, os governantes continuam com uma saúde punjante para tirar dinheiro das já combalidas finanças do povo brasileiro.

A sociedade brasileira está cansada de pagar tributos e não ter os benefícios em troca. No caso da saúde, por exemplo, o que se observam são as filas intermináveis para a realização de uma consulta ambulatorial ou para um atendimento hospitalar cirúrgico ou não. Atrasos gigantescos para a realização e entrega de exames que nem sempre são tão complexos. Além disso, a inexistência de vagas em Unidades de Terapias Intensivas (UTIs).

O problema da saúde pública no Brasil não é de carência de dinheiro. Falta, na verdade, é um bom planejamento para que tudo funcione de acordo com os anseios da sociedade que se utiliza dos serviços, mesmo sendo do conhecimento de todos que as demandas são bastante elevadas. Sem contar, é claro, que no Brasil se gasta muito e mal, e no Sistema Único de Saúde (SUS) não é diferente.

Quando os governos estudam a possiblidade de retornar a cobrança da contribuição, é sacrificar quem já vive sacrificado por toda uma vida e pouco tem de volta. Esse tipo de cobrança não cabe mais a não ser nas mentes da presidente Dilma Rousseff (PT) e dos governos estaduais. Se acabarem com as mordomias existentes em todos os poderes e, ainda, com o que é desviado, a nossa saúde vai ganhar uma nova vida e uma nova cara ninguém pode duvidar disso.

 

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