Joo Pessoa, 23 de Janeiro 2018

Colunista

Damião Gomes

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O grito da cidadania

Os cristãos, em especial os evangélicos, geralmente reivindicam para si a exclusividade da comunhão com Deus, desconsiderando os ensinamentos das outras religiões e filosofias.

Os cristãos acreditam que já sabem de tudo a respeito de Deus. Eles já o dissecaram a ponto de conhecer todos os desígnios e todos os pensamentos de Deus. Eles já sabem como Deus “funciona”, quais seus desejos mais íntimos, o que ele gosta, como ele é, quais suas características, atributos, etc.

A religião africana esteve durante séculos, no Brasil, em contato com a religião católica (predominante), assim como com as religiões indígenas e mais tarde com o kardecismo; ela impregnou-se, portanto, de traços sincréticos, resultado de um longo processo de seleção, negociação e reinterpretação de elementos de origens diversas.

Houve, com o decorrer dos séculos, um sincretismo religioso, ou seja, uma mistura curiosa de mitologia africana, indígena brasileira, espiritismo e cristianismo, que criou ou favoreceu o desenvolvimento de cultos como a umbanda, a quimbanda e o candomblé.

A macumba, o candomblé e a umbanda são diferentes formas de sincretismo de ritos e crenças pagãs africanas com elementos externos do cristianismo (imagens, invocações), do espiritismo reencarnacionista e de cultos indígenas brasileiros. Essas formas de religião baseiam-se em princípios dualistas: elas admitem a existência de entidades boas e entidades más igualmente poderosas; acreditam que estas últimas, embora inimigas do homem, devem, entretanto, ser cultuadas, para evitar que se vinguem, fazendo o mal.

A necessidade de sobreviver ao convívio com o mal no plano espiritual levou estes cultos a desenvolver esta habilidade também quando em contato com quem os combate.

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