Joo Pessoa, 23 de Janeiro 2018

Colunista

Judivan Gomes

Jornalista, formado pela UFPB. Comentarista Repórter do Programa Tony Show da rádio 100.5 a FM Líder.

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A desmoralização de Vital e do PMDB

Confesso a vocês que não me agrada escrever este texto desta forma. Sou paraibano e torço pelo crescimento do meu estado em todos os aspectos. Seria muito importante para a Paraíba ter mais um paraibano ocupando um ministério no governo Dilma. Ter o senador Vital do Rêgo Filho (PMDB) como ministro da Integração Nacional ou em outro ministério de igual importância colocaria a Paraíba em lugar de destaque.

Nunca votei no senador Vital do Rêgo, mas era o nosso estado que estava em pauta e não poderia deixar de reunir todas as minhas energias para que a proposta de Vital e do PMDB se materializasse. Não foi o que aconteceu. O peemedebista se expôs de tal maneira que é inegável o seu desgaste político. Na verdade, diante de tanta expectativa que foi gerada desde o início desse processo que acabou não se consumando, o parlamentar paraibano acabou sendo desmoralizado e com ele todo o PMDB.

Considero que os nossos 03 representantes no Senado da República têm uma atuação parlamentar que está abaixo dos anseios da população paraibana, mas, mesmo assim, o peemedebista consegue um pouco mais de destaque. Não difícil entender porque isso acontece. Vital preside a mais importante comissão permanente do Senado, ou seja, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, ainda, ser integrante do partido do vice-presidente da República, Michel Temmer.   

Lembro-me muito bem que o senador do PMDB, segundo informações de veículos de comunicação da Paraíba e do outras regiões do país, teve seu nome citado para ocupar vários ministérios do governo petista. Apesar de todas as pressões por parte dos principais caciques peemedebistas, Dilma não cedeu nenhum milímetro e nosso estado continua ocupando apenas o ministério das Cidades na pessoa do deputado federal licenciado Aguinaldo Ribeiro (PP).

A Paraíba corre o risco de ficar sem nenhuma representação em termos de ministério por conta da saída, em breve, do pepista Aguinaldo que vai ter que deixar o ministério das Cidades para disputar a eleição do próximo mês de outubro, e como já é do conhecimento de todos, não conseguiu deixar um outro paraibano em seu lugar em virtude do cargo pertencer ao seu partido e não a ele.    

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