Joo Pessoa, 26 de Abril 2018

Colunista

Damião Gomes

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Brasília esvaziada

Nesse período do ano Brasília fica completamente esvaziada. Há, pois, o recesso do Legislativo e do Judiciário, que interrompem suas atividades pouco antes do Natal e só retornam em início de fevereiro; bem como boa parte do Executivo Federal – do primeiro e segundo escalões – adere também a esse privilégio, que não alcança a imensa maioria do funcionalismo público federal, constituindo-se em prática condenável, que merece a repulsa de toda a sociedade de bem desse imenso país. Acrescente-se a tudo isso as férias coletivas do Magistério e do alunado, que contribuem também para o esvaziamento da capital federal, uma vez que boa parte destes procura outros estados para passear com suas famílias.
 
Espera-se que com o retorno às atividades do Congresso Nacional e do Poder Judiciário em fevereiro, tenha início uma intensa movimentação política em Brasília, em face das eleições de outubro próximo com a definição de alianças por parte dos principais partidos e atores da política brasileira. De um lado o governo, que controla majoritariamente o Parlamento; e do outro, a oposição, representada pelo PSDB/DEM, que busca a todo custo atrair siglas e parlamentares insatisfeitos com o governo para formação de uma ampla aliança, que seja capaz de interromper um ciclo que já dura 12 anos e que projeta permanecer à frente dos destinos do país por mais 12 anos, conforme declarações recentes do ex-presidente Lula.
 
Entre esses dois agrupamentos representados pela presidente Dilma Rousseff(PT) e pelo senador Aécio Neves(PSDB),  tenta se viabilizar como alternativa aos dois o atual governador de Pernambuco Eduardo Campos(PSB), que se aliou recentemente à ex-senadora Marina Silva(Rede), assim como Campos ex integrante do governo petista e que almejava também  encabeçar uma chapa na disputa pela principal cadeira do Palácio do Planalto, posição que ocupou nas eleições de 2010 e que obteve a expressiva votação de mais de 20 milhões de votos, pretensão abortada em outubro passado pelo TSE, que não autorizou a criação do seu partido – Rede Sustentabilidade -, ao não reconhecer as assinaturas de 490 mil eleitores apresentadas em apoio a criação do partido.
 
A partir desse quadro deve surgir candidaturas pouco ou menos expressivas, que certamente não serão capazes de provocar uma reviravolta no quadro que se apresenta, em que pese dentre estes de pouca expressão eleitoral figurar um jovem senador pelo inexpressivo (eleitoralmente falando, é claro!) estado do Amapá, Randolfe Rodrigues(PSol), que tem tido uma atuação combativa no Plenário do Senado, ofuscando a atuação da velha guarda da política brasileira, encastelada naquela Casa do Parlamento há décadas.

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