Joo Pessoa, 23 de Janeiro 2018

Colunista

Judivan Gomes

Jornalista, formado pela UFPB. Comentarista Repórter do Programa Tony Show da rádio 100.5 a FM Líder.

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Antes tarde do que nunca

O dia 15 de novembro nunca mais será o mesmo. Se já era especial por se tratar do Dia da Proclamação da República do Brasil, a partir de agora, vai ganhar um toque ainda mais significativo para o cidadão brasileiro que desde o ano de 2006 vinha clamando por justiça no caso que ficou conhecido como “Mensalão”.

O esquema, segundo a justiça, tinha como principal mentor o ex-ministro da Casa Civil do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu. Já o operador do esquema fraudulento, era o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza. O Superior Tribunal Federal (STF) concluiu que a fraude foi usada para a compra de votos no Congresso Nacional no primeiro mandato de Lula, entre 2003 e 2004.

Os envolvidos sempre negaram e ainda continuam a negar a existência do vergonhoso esquema que é considerado um dos maiores da nossa República apesar de toda a robusteza de provas testemunhais e documentais. Aliás, a negativa é uma prerrogativa de qualquer pessoa. Mas, contra provas não existem argumentos. E foi assim que entendeu a maioria do pleno da maior Corte de Justiça do país ao condenar 25 réus que fizeram parte da ação criminosa.

Na última sexta-feira (15), o presidente do STF, Ministro Joaquim Barbosa determinou a prisão imediata de 12 condenados. Destes, 11 já se entregaram e se encontram presos em presídios  do Distrito Federal (DF), em Brasília. O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato não está preso porque se encontra na Itália e já é considerado fugitivo do polícia e está sendo procurado pela Interpol ( Polícia Internacional ).

A decisão histórica de Joaquim Barbosa nos leva a acreditar que ainda será possível sonhar em um Brasil melhor. Na verdade, a prisão de José Dirceu e dos demais mensaleiros representou para todos a (RE) Ploclamação da nossa República. Não importa a forma debochada como eles (os mensaleiros) estão agindo. O importante é que nós vencemos a impunidade. Eles não são presos políticos. O crime existiu e ponto final. Não adianta quererem posar de vítimas porque o povo brasileiro acordou e sabe o mal que cada um fez e que precisa pagar por ele. Penso até que aqueles que os defendem deveriam ser presos também.

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